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Terça, 31 Março 2015 15:25

Conta que não fecha

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Já está comprovado que as atuais empresas de terceirização cobram valores até 50% superiores aos praticados pelas cooperativas, aumentando as despesas de quem as contrata em detrimento ao trabalho dos cooperados.


Mas, afinal, você sabe qual é a diferença de valores da prestação de serviços de uma cooperativa e de uma empresa? E a diferença dos valores que são repassados para o profissional?


Vamos a dois exemplos reais:


- Em um contrato com a Subprefeitura da Capela do Socorro, uma cooperativa de transporte específico disponibilizava 14 veículos. Por essa prestação de serviços, a Prefeitura de São Paulo pagava, mensalmente, R$ 45.000,00. Quando foi encerrado o contrato por causa da proibição de cooperativas participarem de licitações públicas municipais, o gasto da Prefeitura para o contrato nas mesmas condições aumentou para R$ 69.000,00 mensais. Já os motoristas que prestam serviços pela empresa terceirizada recebem cerca de R$ 1.000,00 a menos que os cooperados.


- Agora, mais recente, na Subprefeitura de Pirituba realizou uma nova licitação em que as cooperativas de transporte específico ficaram de fora por causa da mesma proibição. A empresa de terceirização, vencedora do certame, ofereceu para os motoristas o salário de R$ 1.180,00 (piso da categoria) mais condução e vale-refeição, totalizando um valor livre de aproximadamente R$ 1.200,00. Com mais R$ 500,00 pela locação do veículo, esse profissional está recebendo um valor de R 1.700,00 por mês. Já pela cooperativa, os motoristas prestadores de serviço recebiam R$ 2.900,00 por mês.


Ou seja, fica difícil entender qual é a lógica da Prefeitura Municipal de São Paulo ao proibir as cooperativas de transporte específico de participar de licitações públicas. Gastar mais com a empresa contratada e pagar menos aos prestadores de serviço? E a função social das cooperativas, que gera renda e trabalho para milhares de brasileiros, não conta?


O Movimento Força Cooperativista e as cooperativas de transporte específico ainda aguardam uma resposta da Prefeitura de São Paulo e o Tribunal de Contas do Município (TCM).


Fonte: Comunica - Assessoria em Comunicação 

Ler 2045 vezes Última modificação em Terça, 31 Março 2015 16:04

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